Timor Lorosae – Gastos públicos e ajuda internacional mantêm economia animada

A economia de Timor-Leste mantém-se “animada” graças aos gastos governamentais e à ajuda internacional, com as verbas do fundo petrolífero a servirem de “almofada” para os choques económicos, afirmou hoje o Banco Mundial.

Em 2009, pela primeira vez os saques do Fundo Petrolífero superaram o nível de receitas “sustentáveis” deste instrumento financeiro, que no final do ano dispunha de 5,4 mil milhões de dólares, segundo a actualização económica bianual da região Ásia-Pacífico, hoje divulgada pelo Banco Mundial.

Com os gastos do governo e a presença dos doadores internacionais e de forças de segurança no terreno a “animarem” a economia, Timor-Leste esteve “abrigado” dos efeitos da crise internacional devido à pouca integração no mercado global, além do sector energético.

Ainda assim, as receitas petrolíferas recuaram 28 por cento devido à quebra dos preços de exportação.

O relatório aponta como sinais de evolução “robusta” a subida das importações de matérias-primas (cinco por cento em 2009), do número de veículos registados, que quase duplicou, e do número de telemóveis, quase três vezes mais no espaço de um ano.

As previsões de crescimento mantêm-se em 7,5 por cento este ano, mais 0,1 pontos percentuais do que em 2009, e 7,4 por cento em 2011.

Por outro lado, o difícil acesso a financiamento comercial é um dos principais constrangimentos ao investimento identificados nos inquéritos ao sector privado.

Para o Banco Mundial, entre os desafios-chave para Timor está “garantir a qualidade dos gastos governamentais, estimular a produtividade do sector privado e a diversificação da economia, numa altura em que a segurança e estabilidade estão a ser reforçadas.

Quanto a reformas estruturais registaram-se “alguns progressos”, nomeadamente a maior delegação nos ministérios de autoridade para despesas contratuais de até 1 milhão de dólares.

“Isto vai exigir supervisão adequada e capacidade de auditoria para assegurar o valor dos investimentos (…) Uma subida rápida de gastos levanta inevitavelmente questões sobre a qualidade dos mesmos”, refere o relatório.

Segundo o Banco Mundial, no ano passado os gastos do governo ascenderam a 604 milhões de dólares, mais 52 milhões do que no ano anterior, e os saques do Fundo Petrolífero totalizaram 552 milhões de dólares, excedendo em mais de 100 milhões de dólares o nível sustentável. Para 2010, as despesas governamentais estão estimadas em 660 milhões.

“O rápido crescimento dos gastos ajudou a obviar necessidades de curto prazo, que são decisivas para o desenvolvimento a longo prazo. E também estimulou o crescimento económico”, afirmam os economistas do Banco Mundial.

“Investimentos continuados no desenvolvimento de capacidades, infraestruturas críticas e reformas estruturais como a liberalização das telecomunicações serão importantes para promover a competitividade e o investimento do sector privado, diversificando as fontes de crescimento”, adianta.
Intitulado “Saindo da Crise com Mais Força”, o relatório do Banco Mundial sublinha que os países da Ásia-Pacífico foram os primeiros a recuperar da crise económica global e que têm condições para crescer rapidamente na próxima década, “mesmo numa economia global enfraquecida”.

Para este ano, a previsão de crescimento média para os países da região é de 8,7 por cento, um ponto percentual acima da anterior estimativa.

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