Timor-Leste: CNRT vence Eleições Parlamentares

Fonte: STAE


Os resultados provisórios das Eleições Parlamentares deste sábado, 7 de Julho, indicam que o CNRT de Xanana Gusmão venceu, mas sem maioria absoluta.

De acordo com os resultados provisórios divulgados este Domingo pela Secretaria Técnica da Administração Eleitoral (STAE), o CNRT conquistou 30 assentos, com 172,831 votos.
A Fretilin obteve 24 lugares, com 147,786 votos e o Partido Democrático (PD), conquistou oito deputados, com 48,581 votos. A Frente de Mudança, com 14,517votos, conquistou dois assentos parlamentares. 
O CNRT, a Fretilin o PD e a Frente de Mudança ganharam 63 dos 65 assentos. Os dois restantes deverão destinar-se ao partido KHUNTO, que obteve 13.998 votos.
O CNRT conquistou a maioria dos votos em nove distritos: Díli, Manatuto, Oekusi, Liquiçá, Bobonaro, Ainaro, Aileu, Ermera e Covalima. A FRETILIN ganhou a maioria dos votos nos restantes quatro distritos: Lautém, Vikeke, Baucau e Manufahi.
Na eleição de 2007, a FRETILIN obteve 21 deputados, mais três do que o CNRT, mas o partido de Xanana Gusmão acabou por formar um Governo de coligação.
O CNRT começou a campanha eleitoral deste ano no distrito de Lautem, e terminou em Oe-Cusse, na passada semana.
Em Díli, o CNRT teve 45,453 votos, enquanto a FRETILIN conquistou 26.059. Logo após os resultados preliminares, foi anunciado que o secretário-geral do PD, Mariano Sabino Assanami, e o vice-Presidente Adriano Nascimento, reuniram na sede do CNRT.
Mariano Sabino Assanami recusou-se a comentar publicamente a reunião, mas o secretário-geral do CNRT, Deonisio Babo, disse que os líderes do PD estavam lá para felicitar o seu partido pelos resultados das eleições.
O Presidente da Frente de Mudança, José Luís Guterres, também fez uma visita à sede do CNRT ontem à tarde. Xanana Gusmão, Presidente do partido vencedor, recebeu-o com um sorriso e um abraço.
«A sua casa ficou mais forte depois destas eleições», disse José Luís Guterres a Xanana Gusmão.
Dos 645,642 eleitores registados, 482.792 participaram nesta Eleição Parlamentar. Destes votos, 471.389 foram válidos. A abstenção foi de 162.832 eleitores.
Fontes revelaram que os dois líderes partidários já começaram as negociações para formar o novo Governo.
O secretário-geral do CNRT, Dionísio Babo, disse que seu partido ainda não tinha tomado qualquer decisão sobre a formação de Governo, mas colocará os interesses da nação acima dos interesses do partido.
«Primeiro deve-se colocar os interesses do Estado na parte superior, e os do partido em segundo lugar, pensando no que é melhor para as pessoas», referiu Dionísio Babo, na sede so CNRT, no Bairro dos Grilos.
O Presidente da FRETILIN, Francisco Lu-Olo Guterres, disse que seu partido irá trabalhar com o vencedor da maioria dos assentos, no novo Governo.
«A FRETILIN vai, de facto, participar neste novo Governo, mesmo com a vitória do CNRT» referiu Francisco Guterres, acrescentando que é importante para garantir a paz e estabilidade, trabalhando para o desenvolvimento futuro de Timor-Leste.
O secretário-geral da FRETILIN, Mari Alkatiri, disse que o resultado da eleição mostrou que os timorenses querem fortalecer a unidade nacional.
«A FRETILIN vai participar na governação 2012-2017. A nossa participação já está garantida», referiu Mari Alkatiri, pedindo aos apoiantes para manterem a paz.
«Deixo o meu apelo aos apoiantes da FRETILIN, e também do CNRT, partidos que pode sentar-se juntos para procurarem um caminho em conjunto, a fim de fixar a nossa estabilidade», referiu.
O Bispo da diocese de Díli, Alberto Ricardo, disse que a Igreja Católica de Timor-Leste espera que o modelo do novo Executivo seja «um Governo de unidade nacional», e pediu a todos para receberem bem o resultado das eleições.
«Nós devemos receber e abraçar-nos uns aos outros, com a cooperação e na unidade da nossa nação, para esta caminhar para frente e olhar para o progresso que nós queremos», disse o Bispo Ricardo.
«O novo Governo deve amar o país e o povo de Timor-Leste e libertá-lo da pobreza. A nossa nação tem pobreza e corrupção. Esperamos que estes problemas sejam resolvidos» referiu o Bispo, acrescentando que os governantes devem distanciar-se dos interesses dos partidos.
«Todos devem pensar sobre o bem de Timor-Leste e não apenas num indivíduo ou partido, mas no bem de todo o país», concluiu.

   
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