Timor Telecom e Fundação Alola juntas na promoção da educação e artesanato em Timor-Leste

A Timor Telecom (TT) apresentou hoje o seu projecto de apoio à Fundação Alola, em dois dos seus programas de desenvolvimento para 2011 e que incidem sobre a área da Educação e de promoção do Artesanato.

A Fundação Alola, criada em 2001, tem precisamente como objectivo proporcionar melhores condições de vida e oportunidades de desenvolvimento e integração social, escolar e profissional, a mulheres e crianças timorenses, designadamente através de projectos de desenvolvimento comunitários, criação de emprego e defesa e promoção dos direitos humanos.

No âmbito da educação, que tem como objectivo apoiar esta fundação no que respeita a promoção e o desenvolvimento dos níveis de literacia e educação escolar em Timor-Leste, o patrocínio da TT concretizar-se-á na atribuição de bolsas de estudo a 78 jovens oriundos dos 13 distritos, seleccionados pela Fundação com base em critérios de interioridade e condições económicas e sociais adversas, permitindo-lhes o acesso formal à educação escolar a nível secundário (e, posteriormente, universitário) em escolas de Timor.

Em relação à promoção do artesanato,a Timor Telecom irá apoiar a actividade de 3 tecedeiras em 3 distritos (Oecusse, Bobonaro e Covalima) com vista ao desenvolvimento das técnicas de produção de têxteis com elevada qualidade, recurso a motivos étnicos tradicionais e a tingimento com pigmentos naturais. Consciente da importância da sua actividade no desenvolvimento social da comunidade em que se insere, a Timor Telecom acredita que tem um papel a desempenhar na melhoria das condições de vida da população timorense, e o apoio a projectos educacionais e de desenvolvimento da actividade económica, reforça este compromisso.

De acordo com a TT, esta consciência de cidadania é uma prática diária e a prova disso será o conjunto alargado de iniciativas que promove para ajudar quem mais precisa. A TT apoiou a Maratona de Díli, a entrega de livros a bibliotecas, designadamente da Provedoria dos Direitos Humanos e a disponibilização de computadores e acesso à internet a salas específicas nas Universidades de Timor Leste e da Paz, entre outros projectos. No total a empresa apoiou cerca de 40 projectos, entre 2010 e 2011.

SAPO

29 de Março de 2011, 17:28

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4 comentários

  1. “eu acredito que chegou o momento para reflectirmos profundamente
    nas causas, que constituem a raiz dos problemas que existem pelo mundo fora, e que aparecem como que insolúveis. Hoje é também oportunidade para, no mínimo,
    reflectirmos sobre outras alternativas, no sentido de deixarmos de escolher a opção pior, que é o uso da guerra como meio de solução… quando, todos sabemos, a guerra nunca é a
    melhor solução e, pior ainda, nos tempos de hoje.”

    “Talvez tenha chegado o tempo para enfatizarmos, aqui, a necessidade de uma nova estratégia, virada para uma participação, de igual para igual e mais alargada, na definição do rumo, que o mundo tem que tomar. Porque eu vejo a absoluta necessidade de
    salientarmos a política de uma diplomacia mais activa e mais compreensiva! A meu ver, a diplomacia de hoje não é mais que diplomacia de conveniência, onde todos tentamos agradar uns aos outros, para perder aqui mas ganhar acolá… numa ambiguidade geral de políticas que estão a guiar o mundo.”

    “Talvez tenha já chegado a hora para todos pensarmos que, com as mudanças climáticas, a comunidade internacional deveria utilizar melhor o seu dinheiro, empregue nas
    guerras ou em grandes operações, para uma estratégia global capaz de melhorar a produção agrícola nos países pobres. – Xanana Gusmão

    excertos …

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  2. Timor… à nossa imagem e semelhança

    Apesar de situado nos antípodas, Timor Leste é um território que a maioria dos portugueses se habituou a manter no coração.

    Desde 1975 aquele país esteve muitos anos votado a um ensurdecedor silêncio que só a visita do Papa João Paulo II, em 1985, resgatou das trevas mediáticas. Em 1991, o massacre de Santa Cruz despertou definitivamente o mundo para a realidade dos timorenses.

    Seguiram-se diversas iniciativas organizadas pelos portugueses para chamar a atenção do mundo para a condenação a que estavam votados os timorenses. Destaco a epopeica viagem do “Lusitânia Expresso” e, posteriormente, a prisão de Xanana Gusmão e o papel hercúleo de D. Ximenes Belo que acalentava a esperança da liberdade na população.

    A causa timorense que Portugal adoptou ganhou peso mundial em 1996, quando Ramos Horta e D. Ximenes Belo recebem o Nobel da Paz. Seguiram-se a queda de Suharto, a assinatura dos acordos de Nova Iorque e a realização do referendo pró-independência em Setembro de 1999.

    Depois de alcançada a independência política eis que surge o petróleo e, com ele, a esperança de uma rápida emancipação e independência económicas.

    Agora, Portugal está a “voltar” a Timor para aí investir e aproveitar o melhor que as economias dos timorenses possam render. Vejam-se os resultados da PT na sua participada Timor Telecom.

    Fiquei surpreendido por saber que, mesmo sem ter asseguradas as infra-estruturas básicas, aquela operadora acaba de superar 500 mil clientes na rede móvel, atingindo uma taxa de penetração de cerca de 50% da população timorense! O objectivo é chegar aos 62% em 2012.

    Em Portugal é sabido o apetite que as gentes têm pelo seu telemóvel topo de gama, mesmo que não tenham dinheiro para a mercearia do mês. Um estudo revelado estes dias indicava Portugal como um dos que tinham as telecomunicações mais caras da Europa e que era um país em que num conjunto de 100 habitantes existem 151 telemóveis.

    Pergunto: será que Portugal está a “criar” Timor como um país à sua imagem e semelhança?

    in Diário do Minho

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  3. O contracto draconiano que foi feito entre o I Governo Constitucional da RDTL e a TT/PT talvez seja ilustrativo da questão que é colocada no comentarista anterior. A coisa não é de agora.

    Parece-me que a imagem/semelhança da “intervenção autorizada” da PT em Timor-Leste é muito mais grave que qualquer comparação que possa ser feita com a intervenção da mesma em Portugal. Basta ver as tabelas de preços em TL e em PT e pensar, por exemplo, no rendimento per capita de um e outro país. É uma vergonha!

    Os tiques neo-coloniais, esses, é claro estão bem presentes.

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  4. Para quando a abertura do mercado de telecomunicacoes a competicao?

    O monopolio legal que o governo Fretilin conferiu a TT em Timor nao serve os interesses dos consumidores timoreses. E so ver a tabela de precos da TT para se perceber isso. Sem abertura a competicao a TT tem a faca e o queijo na mao e os timorenses nao tem qualquer escolha.

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