Galaxy em Coimbra | JN

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Foto Margarida Az | DR

A juventude deTimor está em movimento. É esta a principal mensagem dos Galaxy, uma banda timorense que surpreendeu o público português com sonoridades reggae e rock, com temas cantados em tétum e fataluku. Em Coimbra, fizeram uma grande festa.

“As coisas estão a mudar em Timor-Leste. Somos um país novo, livre e a nossa juventude quer viver essa liberdade”, comentou ao JN o vocalista dos Galaxy, uma banda timorense que se estreou em Portugal no Festival Músicas do Mundo, em Sines. Anteontem, actuaram em Coimbra e, ontem, no Porto. No próximo dia 11 apresentam-se em Lisboa, no Clube Ferroviário.

Em Coimbra,o concerto dos Galaxy foi especial, pois na cidade universitária reside a maior comunidade de estudantes timorenses em Portugal. E foram muitos os que se juntaram aos portugueses para uma noite de festa no Salão Brazil. Para um espectáculo que surpreendeu pela dinâmica e qualidade dos músicos. Com temas originais, alternando sonoridades de reggae com rock, por vezes pesado, com guitarras a debitarem “riffs” próximos do “hard rock”. E o mais surpreendente: tudo cantado em tétum e fataluku, duas da línguas mais faladas em Timor-Leste. Canções que se estão a tornar hinos para a juventude timorense. Em Coimbra, os jovens timorenses acompanharam em coro muitos refrões dos temas da banda.

Apesar do português ser a língua oficial do país, poucos jovens falam o nosso idioma, o que “é um obstáculo para eles, pois sem falarem português não conseguem arranjar trabalho”, disse ao JN Melchior Fernandes, cantor dos Galaxy.

“As nossas canções reflectem os problemas dos jovens timorenses, as suas ansiedades, mas também a sua rebeldia, que cresceu durante a ocupação indonésia”, comentou o vocalista.

“Gostamos de provocar, para que as pessoas pensem sobre as questões”, disse numa conversa em inglês pois, como grande parte dos jovens timorenses, os Galaxy também não falam português.

Com dois discos editados,o grupo desenvolve ainda outros projectos de dinamização cultural, fazendo parte da “Arte Moris”, uma escola de arte em Díli. Melchior acredita que o futuro pode ser “bom, pacífico”, num país em crescimento. Em crescimento está também claramente a reputação artística desta surpreendente banda de Timor Lorosae.

5 comentários

  1. Assisti ao espectáculo em Coimbra, de facto, foram excelentes. Pena a decepção de se dirigirem ao público em inglês…”Fala bem fala mal” mais valia usarem o “pretoguês”…senão, nunca mais lá chegamos…

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  2. “senão, nunca mais lá chegamos…” ??? desculpe se de Susana mesmo se trata, refere-se a chegar onde? No Salão Brazil assistiu-se a um excelente concerto, quase 2 horas, onde se ouviu tétum, fataluku, algumas palavras em inglês e lá está, quem não fala português a mais não é obrigado. Agora se diz que “nunca mais lá chegamos” o melhor é rever o que se passa em relação ao ensino da língua portuguesa em Timor-Leste, pois tenho a certeza de que estas pessoas não têm acesso a ela! Não me perturba minimamente que a comunicação tenha sido feita na linguagem possível e se tivesse sido mímica? Será que se entenderia? Ou também estará incorrecto a existência da língua inglesa no curriculum de ensino em Portugal? Deixem-se de sub-colonialismos linguísticos… cada um exprime-se como pode, quer e sabe.

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  3. De fato poderiam falar o Tetun em vez do inglês. Seria uma grande promoção da lingua mais falada em Timor

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  4. mas eles falaram tétum… o inglês foi para os portugueses.
    quem assistiu ao concerto de Coimbra pôde confirmar que houve até troca de palavras, em tétum, com os e as timorenses na sala… realmente só quem não entende tétum é que pode dizer que a comunicação se processou em inglês. Acho fútil de todo este persistente neo-colonialismo de linguagem… pqp

    se não é por causa de A será por causa de B e se na tiverem contentes avança-se para C, D…. infindavelmente insatisfeitos/as… um pouco de silêncio também fazia bem, não? Deixem ouvir a música que essa não tem fronteiras… linguísticas. Conversa da treta.

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  5. Os Galaxy voaram com a Austasia também… hoje a mesma Austasia anuncia: ” Díli, 16 ago (Lusa) – A companhia aérea de origem australiana “Austasia Airlines SA” anunciou em comunicado divulgado hoje que vai alterar a designação para Air Timor SA.

    O anúncio surge poucos dias depois de a companhia aérea indonésia Merpati ter também anunciado que “brevemente” vai passar a ter voos entre Díli e a principal cidade da parte indonésia da ilha, Cupang, e de ser conhecido o projeto da criação de uma companhia timorense de bandeira, com participação portuguesa, a Timor Airlines (TLA).

    O crescimento económico timorense e a perspetiva de novos desenvolvimentos da indústria petrolífera estão a despertar novo interesse comercial por explorar voos de e para Díli, e mesmo voos internos, que estão nos planos de intenções tanto da Austasia, agora Air Timor, como da Timor Airlines, em formação.” – in

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