Ramos Horta recebeu Vieira, hoje é o encontro com Xanana

Por José Manuel Delgado, em Timor
Luís Filipe Vieira e Nuno Gomes seguem com digressão em Timor-Leste. Depois dos encontros com o presidente Ramos Horta e com os soldados da GNR, em Dili, presidente e capitão do Benfica seguem em direcção às montanhas para se encontrarem com o primeiro-ministro Xanana Gusmão.
[Foto: Ramos Horta em Dili | 11 de Maio]
Bem-humorado, embora a exprimir-se num tom bastante baixo — as marcas do atentado que lhe ia custando a vida fazem-se ainda sentir —, o presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, explicou com uma blague a razão para ter esperado por Luís Filipe Vieira no aeroporto: «foi o presidente do Sporting que me pediu», afirmou com um sorriso nos lábios. Mas a conversa, embora breve (será retomada hoje ao jantar), entre os dois homens, abordou outros temas, passando pelo atentado de há dois anos, prosseguindo com o papel das Nações Unidas e terminando com a esperança de que a visita de Luís Filipe Vieira a Timor possa desenvolver o desporto no país.

Ramos Horta teve estas palavras para o presidente do Benfica, mas não esqueceu Nuno Gomes: «a sua vinda vai inspirar muitas pessoas.» Antes, tinha-se mostrado surpreendido com o ar desenvolto de Luís Filipe Vieira, que se confessou emocionado por partilhar o palco com o Prémio Nobel da Paz. «Você está muito bem conservado, pela TV pensei que era mais velho», disse o presidente timorense. Sempre de salenda de tais (o cachecol maubere…) ao pescoço, Vieira e Nuno Gomes estiveram, ao longo do dia, ao nível da simpatia timorense. E às seis da manhã de domingo em Timor (dez da noite de sábado em Portugal) já estarão a alinhar em nova e difícil etapa…

Xanana na montanha

Xanana Gusmão, líder histórico da resistência, primeiro presidente da República de Timor-Leste e actual chefe do Governo, é o responsável da estadia de Luís Filipe Vieira e Nuno Gomes nos antípodas. Foi a um convite deste benfiquista de gema que o presidente encarnado não quis dizer não e é esta figurada história que vai levar a comitiva da Luz a fazer duzentos quilómetros numa estrada de montanha cheia de curvas e contracurvas [vide fotografia, em baixo`], a que os locais chamam de super-ming, em honra de uma massa muito em voga cheia de voltas.

De Díli a Maubisse a viagem é agreste mas o prémio é bom. Estar com Xanana e, acima de tudo, corresponder ao apelo feito pelo primeiro-ministro de Timor no sentido do Benfica ajudar o desenvolvimento do desporto local, é um desejo de Vieira que não esquece que, por exemplo, quando a australiana Kirsty Sword Gusmão, mulher de Xanana, esteve há menos de um ano em Lisboa, uma das missões que o marido lhe confiara — e que ela cumpriu a rigor — foi a de fazer os três filhos do casal sócios do Benfica.” (Fonte: A Bola online )
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