10º aniversário do Programa Ocular para Timor-Leste / Dia Mundial da Saúde

COMUNICADO DE IMPRENSA

Uma década do programa de saúde ocular beneficia 34.000 Timorenses


Díli, 06 Abr (CPR) – Mais de 34.000 Timorenses beneficiaram do programa de saúde ocular ETEP introduzido há uma década em Timor-Leste por uma equipa de voluntários chefiados pelo especialista Dr. Nitin Verma e que tem o alto patrocínio do Presidente da República.

Para assinalar o décimo aniversário do ETEP (East Timor Eye Project), o Dr. José Ramos-Horta dá na quarta-feira, às 11:00, uma conferência de Imprensa no Hospital Nacional Guido Valadares, Díli.

O Dr.Nitin Verma, oftalmologista do Royal Darwin Hospital, Austrália, está à frente de uma equipa da que fazem parte os cirurgiões Dr. Marcelino Correia, único cirurgião Timorense da especialidade, e o seu colega indiano Dr. Girish Naidu, duas enfermeiras e dois optometristas, trabalhando em coordenação com as autoridades sanitárias nacionais e com a Organização Mundial de Saúde, em Díli.

O projecto nasceu no quadro do imperativo de uma resposta clínica de emergência às vítimas de traumatismos e de queimaduras oculares nos trágicos acontecimentos que se seguiram ao referendo pela independência, em 1999.

A administração do ETEP é feita pela Real Ordem dos Cirurgiões da Austrália. Os grupos de voluntários, constituídos por oftalmologistas, optometristas e enfermeiras da especialidade, viajam várias vezes por ano pelos distritos de Timor-Leste, durante a estação seca.

Neste momento, são dadas consultas, feitas operações, formado pessoal local, disponibilizado equipamento e preparadas infra-estruturas nos hospitais de Oe-Cusse, Bobonaro, Ainaro, Covalima e Díli, onde anualmente recebem assistência 3.000 pessoas, em média.

O objectivo das equipas é cobrir os 13 distritos de Timor-Leste, com um número ideal de 30 médicos oftalmologistas.

O Dr. Nitin Verma assegura que não faltam equipamentos, nem medicamentos, graças às doações de 800 000 dólares norte-americanos por ano vindas de laboratórios farmacêuticos, de várias entidades australianas e do Governo da Tasmânia.

O problema, indicou o especialista, é mais a falta de recursos humanos: o ETEP debate-se no imediato com a falta de mais dois a três médicos que, desejavelmente, deveriam ser Timorenses.

O Dr. Nitin Verma aposta na detecção precoce dos problemas oculares que afligem os Timorenses de todas as idades: os mais velhos sofrem de cataratas, os de meia-idade de hipermetropia e as crianças de infecções e traumas na córnea, havendo ainda situações de glaucoma hereditário, explicou.

O ETEP gostaria que Timor-Leste alcançasse a auto-suficiência nos tratamentos oculares em 2015 e que a cegueira fosse erradicada completamente do país até 2025.

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