Primeiro-ministro de Timor anuncia reunião do G7 dos países frágeis

Díli, 11 dez (Lusa) – O primeiro-ministro de Timor Leste, Xanana Gusmão, anunciou, nesta sexta-feira, que está sendo preparada a “Conferência do G7 dos países frágeis”, cujo objectivo é trocar experiências visando o desenvolvimento sustentável.

O evento acontecerá em Abril do próximo ano na capital timorense. O anúncio foi feito no discurso de Gusmão no Fórum para a Democracia, que ocorre em Bali, na Indonésia, e que reúne representantes de 29 países, incluindo o primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, e o sultão de Brunei, Hassanal Bolkiah.

“O Timor Leste ofereceu-se para ser um dos países do G7 dos Estados frágeis, juntamente com Afeganistão, República Centro-Africana, República Democrática de Congo (RDC), Serra Leoa, Haiti e Costa do Marfim”, afirmou o chefe do governo timorense.

“Todos nós vamos trabalhar para nos apoiarmos reciprocamente e aprendermos com as experiências de cada um, porque todos nós estamos empenhados em transformar as nossas fragilidades em progresso sustentável e desenvolvimento”, disse.

“O Timor Leste assume sua responsabilidade como país que está atravessando, agora, um período de estabilidade e crescimento económico, o que constitui uma esperança e um exemplo para este grupo importante de nações. Como parte desse processo, os Estados frágeis são convidados a participar, em Abril de 2010, em Díli, da reunião do grupo de sete Estados frágeis, o nosso G7”, anunciou o primeiro-ministro.

Gusmão chamou ainda a atenção para que “a realização de uma democracia próspera não é uma tarefa fácil nos países pobres”.

“Para uma família que tem fome, que vive em condições precárias e sem acesso a cuidados médicos de qualidade, democracia pode ser um conceito que é abstracto e académico. Assim, só pelo crescimento económico e pela redução de pobreza é que nós podemos alcançar a consolidação democrática”, afirmou.

Soluções de conflitos

O primeiro-ministro timorense disse que é necessário que a comunidade internacional reconheça e respeite as circunstâncias de cada nação na conquista de ideais democráticos.

“Não há nenhum atalho na estrada para democracia e desenvolvimento. Pode ser uma estrada longa e difícil para chegar ao estado onde valores democráticos são compreendidos e abraçados por todos”, ressaltou.

O chefe do governo timorense reconheceu que o “Timor-Leste, junto com vários outros países, tem vários factores geográficos, culturais, históricos, étnicos e institucionais que o colocam na categoria de Estados frágeis”.

“Nós sabemos que as características comuns de Estados frágeis são recentes ou ocultam situações de conflito e pobreza difundida. Em Timor-Leste estamos a esforçar-nos, com um verdadeiro espírito de cooperação entre as nossas instituições, para resolver os problemas difíceis típicos de nações jovens: injustiça social e insegurança, má administração e corrupção, entre outros”, explicou.

Ao falar sobre a situação na Ásia, Gusmão elogiou o presidente da Indonésia, Susilo Bambang, pelo “exemplo de compromisso com a consolidação de uma região mais democrática e desenvolvida”.

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