Xanana: “I don’t want to have a war of words.”

Jornal Diario Nacional, Dili, 11 January 2008

On Being The Author of the 2006 Crisis

Prime Minister (PM) Kay Rala Xanana Gusmao said that he did not want a war of words regarding the Alfredo Reinado CD currently being disseminated throughout the community, which accuses him of being the author of the 2006 crisis and has lead to FRETILIN demands, because these things have legal implications.Xanana made these statements to journalists at the Presidential Palace in Caicoli, Dili on Thursday (10/1) after the weekly meeting with the President of the Republic, when he was questioned by journalists about the CD.

“I have read the statement and communiqué by FRETILIN regarding this CD, but I do not want to respond to this issue because there are legal implications and I do not want to engage in a war of words. Let whoever wants to scream about it scream,” said Xanana Gusmao.

The former head of state highlighted that he did not want to give any notice to the CD and the statements by FRETILIN, not because he was scared that he had engaged in any wrong doing but sees the issue as irrelevant.“I am not giving any attention not because I am scared I have done anything wrong, but I am not paying any attention because I see it as very irrelevant.

If someone falls over there but is not hurt, what would I be doing going over to embrace him?” pointed out Xanana.The former resistance leader further declared that had already seen the CD that is currently being disseminated, as have other people, but he does not want to judge himself, but the people will decide.“I can say to you (journalists) that I have received the CD, I have seen it, and perhaps all of you have also seen it already. I do not want to judge myself.

You see for yourselves. Let it be; I will not speak about the CD because I have no knowledge of it, I have only heard about it because people have spoken to me saying let it be. Sometimes I pass by some place and people might scream out insults at me, but they do not have the CD,” said the Head of Government.

Responding to questions from journalists as to whether the government will continue with its commitment to hold dialog with Alfredo Reinado and the petitioners, Xanana Gusmao said that they would still be making contacts to resolve the issue through dialog to show the government’s commitment to solve the problem through dialog.

“We will continue with contacts to resolve the problem with dialog, as will the President of the Republic will continue also. I already said to you that I went to Aileu having heard before going there that people would not be going, but I went anyway to show the government’s commitment.

On 21 December, I came to the Presidential Palace. Before coming here I also already knew that he would not be coming but I came just the same,” said Xanana Gusmao.

NOT AFFECTED

On the same occasion when asked about the declaration by the Movement for National Unity and Justice (MUNJ) of their withdrawal from the government Task Force established to solve the case of the petitioners and Alfredo Reinado because they considered the statements made by the Secretary of State for Security that Alfredo and the petitioners are no longer military but civilians and that such statements are contrary to the Task Force’s terms of reference, Xanana Gusmao replied that MUNJ’s withdrawal will not affect the dialog that the government is committed to undertaking in seeking to resolve the case of Alfredo and the petitioners.
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10 comentários

  1. Compreendo. Estão a moer-lhe a paciência. É clara a sua mensagem. ‘Let it be’.Assim será!Beijo, Lenita.

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  2. Faz Xanana muito bem em nao ligar a provocacoes e entrar em guerra e palavras com Reinado ou com a Fretilin.Se Reinade’ serio apresente-se a justica e logo depois tera oportunidade de dar provas do que diz.Agora ssim o que eles todos querem e’ gerar mais polemica e como se a polemica nao bastasse querem tambem que o PR e o PM entrem nessa brincadeira de apontar os dedos uns aos outros.E’ definitivamente isso que que a Fretilin Maputo Pty Ltd quer. Vejam so o que o iluminado do Luolo disse no comunicado da Fretilin sobre a questao.Transcrevo aqui um comentario meu feito to TLN“Obviamente que Luolo nao merece respostas pela sua patente falta de seriedade. O que o homem exige e’ mais politiquice.Ora vejamos, diz o iluminado no comunicado da Fretilin que:“Julgamos que o Sr. Alfredo Reinado fez as suas declarações com a tentativa de causar divisionismo no seio do nosso povo e aumentar a instabilidade no nosso país.”E DEPOIS DIZ MAIS ABAIXO:“A FRETILIN apela a todos para não se deixarem ser influenciados pelas manobras que procuram causar o divisionismo com os conflitos provocados em 2006.”Mas no entanto e’ ele o proprio a usar-se da “tentativa de causar divisionismo” por parte de Reinado para exigir respostas e explicacoes ao PR?O que este comunicado significa, seguindo o racciocinio do proprio Luolu, e’ que ele e a Fretilin Maputo Pty Ltd querem apanhar a boleia do Alfredo reinado para tambem “causar divisionismo no seio do nosso povo e aumentar a instabilidade no nosso país.”Ou o homem estava sob a influencia de algo ilegal e que por isso podia reclamar responsabilidade diminuida por essa bacorada no comunicado, ou carece de toda e qualquer seriedade.Ora bolas!”

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  3. Um cidadão português · · Responder

    Quer-me parecer que Timor se está a transformar num pântano. O que não admira, porque petróleo, poder, intriga e política são combinações explosivas. Acredito que a verdade acabará por vir ao de cima, mas terão que ser os Timorenses e apenas eles a separar o trigo do joio, o que vai levar o seu tempo.A construção de uma nação é sempre uma tarefa de muitas gerações.Assistência humanitária? Toda.Tomar partidos? Nem por sombras.

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  4. Qual pântano … com o devido respeito, não concordo. Lodacentos são os malandrotes que pululam à volta das riquezas sempre à espera que lhe caiba alguma. E de resto, não tenho partidos, sou apenas Xananista 🙂Abraço

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  5. Não é Timor-Leste que se está a transformar num pântano, são sobretudo alguns políticos da escola “uma nação demora muitas gerações a fazer” que teimam em implementar a instabilidade para assim e por essa via formarem uma Nação? Desculpe algo não bate certo.Para Timor-Leste muita gente gostaria de ali ver um grande sonho. Metade dele já se atingiu, sofrendo imenso por isso mas conseguiram: a Independência! Agora a outra metade que falta, pós-independência, crescimento do bem-estar do Povo e tudo o que é necessário a irem em frente, lastimavelmente, vê-se o que a política faz. Ver os timorenses a matarem-se uns aos outros e dizer que isso faz parte do caminho, pode ser a História que assim nos diz e ensina mas desculpem lá, mas que grande burrice que assim seja e pelos vistos repete-se. Parece que gostam da destruição, jamais poderá ser boa escola. Implementar a construção, a reconstrução de um país com base em tão “respeitados” ensinamentos só pode é dar m**** como pelos vistos dá ao longo da História.Não me digam que é por “ali” que se tem de passar! Isso são os interesses que levam as pessoas a “guerrearem-se”, não acredito que o ser humano nas suas faculdades mínimas sequer queira guerrear-se. Que os há há, são doentes, são apanhados por um Poder de miséria que prevalece pela força, pela manipulação psicológica, pela corrupção, pelo compadrio, pela sua própria forma de agir culturalmente: somos um povo guerreiro! Como bastas vezes afirmam. Pois são. Só não percebo porque razão andam aos bocados a estragar a vida ao Povo e ao país?!Cortem o mal pela raiz!Quanto a apoiar o partido A ou o B ou o C… será apenas por empatia mas que não restem dúvidas de que Xanana Gusmão terá sempre o “nosso” apoio! Sabem porquê? Porque “despartidarizou” a guerrilha. Já viram quanto tempo já lá vai?! Pelos vistos aprende-se pouco.

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  6. um cidadão português · · Responder

    Anónimo das 15h56, a insinuação escamuteada que procura fazer sob a forma de pergunta é que me parece um pouco manipuladora. Isto, apesar de não me conhecer.Que construir uma nação é algo demorado mostra-nos a História, mais remota e mais recente. Veja-se o exemplo das antigas colónias africanas, portuguesas e não só. A maioria desses países esteve até muito recentemente ou está ainda a braços com guerras civis ou conflitos político/sociais gravíssimos.Em relação a Timor, não defendo a visão maniqueísta que os bons estão de um lado e os maus de outro. Nem penso que essa visão, por quem é actor exterior, possa ajudar em alguma coisa.Não nos esqueçamos que a Fretilin tem uma base social muito importante e, como tal, não pode e não deve ser marginalizada.Esgrimir argumentos contra uns e contra outros faz parte da política interna Timorense e deve ser deixado aos Timorenses.Quanto ao Major, esse sim, dá a ideia de ser um marginal à procura de protagonismo, e deverá ser tratado como tal.

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  7. Continuo na mesma, pareceu-me apenas que algo não batia certo. Disse-o e repito-o: é uma barbaridade que Timor-Leste tenha de passar por mais “experiências” traumatizantes de guerra civil ou outras belas invenções de ocupação de tempos livres como o que aconteceu em 2006 e das quais as consequências se mantêm, para se formar país. Desculpe, não percebo. Só se for para contar histórias aos netos das grandes façanhas atingidas, das lutas desgraçadas que tanto brio irão dar? Continuo sem entender.Pelos vistos a lição a tirar talvez seja de que o futuro está traçado… porque a base de sustentação para tal nos é dada pela História passada e recente.Para mim, isso significa que repetimos os mesmos erros e parece nos damos por muito felizes e contentes… caso contrário não se repetia. Não? Ou, simplesmente, podemos estar a laborar num erro Histórico.De facto, deixem o Povo em paz.

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  8. Espero que passem uma boa noite 🙂Eu vou, certamente, passar.Abraço,N.

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  9. Enganei-me, eheheh leia-se, Abraço, M.

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  10. um cidadão português · · Responder

    Caro anónimo, estou inteiramente de acordo consigo: Timor <>não tem<> que passar por isso. O que procurei dizer é que a probabilidade de isso acontecer é alta, como mostra a sua história recente. Foi nesse sentido que tentei dar a minha modesta opinião de como contribuir para que tal não se passe. Afinal, cabe-nos a todos os que se preocupam com Timor, de um modo ou de outro, a sua quota parte de responsabilidade.

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